quinta-feira, 3 de maio de 2007

Na aldeia. Sem discussão.

Questiono-me frequentemente sobre o motivo de certas e determinadas atitudes que o espécime humano toma. Algumas vezes chego a encontrar respostas. Ainda assim, giram sempre em torno de um eixo inequívoco. Estupidez. Ou talvez parvoíce. Ou mesmo imbecilidade. Provavelmente não giram apenas em torno de um único eixo. Afinal esse eixo, se é realmente só e apenas um, não está assim tão inequivocamente definido. Voltamos à questão da minha fase mentirosa. E das divagações em torno de nada. Das minhas introduções, vá lá. Ah! E das varandas das aldeias portuguesas.

Há certas características que identificam quase de imediato uma típica varanda de aldeia em território nacional. O facto de lá serem depositados restos num recipiente com a finalidade de alimentar os animais. O facto de lá serem, também, depositados os caixotes, com aquela horrível publicidade da ração, que só mesmo os típicos aldeões conseguem encontrar no fim do mundo, para que também os cães e gatos degustem as suas refeições diárias. O facto destas varandas possuírem o sonho de se tornarem em abafados, foleiros e gordurosos alpendres. E o facto de possuírem inúmeros vasos de estilos, cores e materiais diferentes, com plantas malcheirosas, secas e, sendo simpático, repugnantes. E há sempre salsa.

Não sou, de forma alguma, contra a identidade nacional. Não. Não sou, sem sombra de dúvidas, um membro orgulhoso das varandas das aldeias que nos identificam. Não mesmo. Não sou, fundamentalmente, fácil de definir.

E agora?

Sou estrangeiro?

Em rodapé

Após contactos, cunhas e subornos, o Cocas está de novo no activo. Lá vos esperamos.

"Alguém falou! Ninguém está em segurança!"