sexta-feira, 27 de abril de 2007

É emoção à portuguesa concerteza!

Gosto de pisar chão firme! Na verdade, nada tenho contra alturas. A não ser aquela vertigenzita. Mas nada tenho contra andar de avião. Se esquecermos as terríveis dores de ouvidos… Agora, o que claramente não me atormenta é nadar longe da costa! Se bem que a água me congela os pés…

Mas o que realmente me aterroriza eleva-nos entre 5 a 50 milímetros do chão. Não brinco! Nunca brinco! Embora minta. Mas mentir é feio. Se bem que menti ao dizer que mentia. E menti de novo. [Mas que porcaria é esta?] E menti ao dizer que nunca brincava. Minto, de facto. E estou preocupado com a minha fase mentirosa… E menti de novo. Mas mais me preocupam os tapetes de arraiolos.

Concerteza nas voltas que a sua vida deu, foi parar a locais onde se questionou “Mas que porcaria é esta?”. Acabou de o fazer. Mas tal já tinha, suponho, acontecido antes. Provavelmente numa aldeia deste belo Portugal. Provavelmente na casa de um familiar idoso. Provavelmente na casa de um familiar idoso que mora na aldeia. Ou, muito provavelmente no estádio de Alvalade.

O que é certo, é que nas aldeias de Portugal, a revolta dos tapetes de arraiolos levam a que se consiga ter uma vida sempre activa. Quem consegue, no conforto do seu lar, sem ter o seu chão completamente coberto de carpetes e tapetes de arraiolos, deter novas e novas aventuras apenas por ir à casa de banho? Pessoas com dificuldades de locomoção! E reféns… Mas não é por acaso que falo em casa de banho. Este é um dos poucos espaços que ainda se mantém livres desta praga. Neles encontramos o abrigo para o descanso mental e físico.

Se não, reparem: A cor do chão sob aquelas camadas e camadas de arraiolos, que se acumulam ao longo de uma vida, deixa de ser lembrada. Questões a seu respeito se levantam! O que também se levanta são as pontas dos arraiolos. Bandidos! O que também se levanta é o braço contrário à narina afectada pela aparatosa queda causada pelo tropeção nos arraiolos. Bandidos! E, claramente se levanta a mão em direcção à testa quando nos salta da boca a frase “Para que é que há tantos arraiolos no chão?” com rudeza e má educação pelo meio. Mas isto é um blogue de prestígio. Aqui não se escrevem brejeirices! Pelo menos tão explicitamente…

Por tudo isto, antes de dormir imagino como seria se a minha casa fosse invadida por arraiolos… e como iria parar a hemorragia depois de cair de forma soberba contra uma esquina de uma porta… Emoção não faltaria…


Mas não, obrigado.

domingo, 22 de abril de 2007

“Quero mostrar o pêlo da perna!”

Anseio a altura do ano em que nada há para fazer. Anseio. A altura em que dizemos orgulhosamente e sem ponta de preocupaçao “Que seca… Não se faz nada…”. Anseio…

Não falo, porém, das tardes de domingo. Nessas dizemos raivosamente “Que nojo! Não dá nada de jeito na televisão!”. Não falo das aulas de economia. Aí a única coisa que nos passa, de tempos a tempos, pela cabeça é claramente “...”.
Falo, pois claro, do Verão. Anseio-o. Anseio as férias. Anseio o calor. Anseio dizer convictamente “Estou de calçonetes!”


Ou talvez não…


Claramente o que eu anseio não passa pelo facto de andar de calçonetes… Mas uma coisa magnífica a que assistimos em dias com máximas de 15 graus, mas no entanto sem nuvens, com o sol a brilhar sobre a geada matinal, quando ainda custa sair da cama quentinha, quando ainda bebemos algo quente pela manhã, quando lemos enumerações que não nos levam a lado nenhum, se bem que convictos que elas, de facto, nos levem a algum lado, quando, no fundo, há um dia de sol no inicio da primavera, em Portugal, há sempre o idiota que vem de calçoes para a rua.

Esses veraneantes assumidos que anseiam pelo verão para voltar a mostrar o pelo na perna são, invariavelmente um foco da minha atençao e curiosidade. A impaciência de tais seres devia, na minha opinião, ser alvo de estudo sobre a antitese mental do ser humano. A fraqueza em ceder aos impulsos da moda de verão, e a força mental em assumi-la quando o frio ainda nos deixa os dedos roxos!

É, sem dúvida, de enaltecer a forma como estes viventes tentam convencer-se, ao mesmo tempo que tentam convencer os que os rodeiam, quando recorrem ao cliché “Frio? Qual frio? Está alto sol!”. De facto, o sol está alto. Está. Mas não é precisamente por isso que não está calor? Se calhar… Mas que sei eu disso...? Nada… Continuo, ainda assim, a saber que é estupido andar de calções por ver o sol a brilhar. É pois! E sei que é estupido andar de corsários e meias, com raquetes. Ah pois é… E ainda pior é puxá-las até ao joelho! Ui!

Peço, então, que estejam atentos a este espécime que exibe, com orgulho, os seus calçonetes. E que lhe decorem a cara! Quando ainda fizer calor, vai ser o primeiro a aparecer de calças…

sábado, 21 de abril de 2007

Há um mundo para lá do Estore!

Sou parvo? [Provavelmente...] Apenas quem o é o admite. [Sem dúvida...] Apenas quem o é deixa morrer um sapo erudito... [?]

Depois de "Cocas, O Sapo Erudito" um "Estore Evaginante".

Só por este nome, a tese de eu ser parvo confirma-se. Só por este nome, vale a pena investigar um dicionário antes de tecer qualquer outro comentário. Só por este nome, e após consultar o dito dicionário, vale a pena mandar-me com ele.

Este é o meu novo espaço. Aqui vou desenvolver problemáticas que me atormentam. Aqui vou lançar questões que surgem na minha vida. Aqui vou partilhar um pouco da minha visão do que se passa por esse espaço fora. Vou lançar-me no mundo. Para lá do estore!

Saudações!