Um momento de brutalidade irreversivelmente imaginativa
Há algum tempo que o estore estava fechado. O pó nele acumulado fez-me tossir e respirar com dificuldade por momentos. Pó. Odeio. Abri-o. O sol brilhou de novo. É verdadeiramente admirável… não paro de tossir…
Sou incrivelmente imaginativo. Se não o fosse, nunca pensaria em tal atributo para a minha pessoa. Se não o fosse, nunca conseguiria dizer tamanha graçola. Se não o fosse, nunca teria possibilidades de proferir tamanha parvoíce em três palavras. Se não o fosse, seria impossível dizer a mesma coisa, sem qualquer interesse ou relevância histórica, de três maneiras ridículas. Na verdade, penso frequentemente em como acabar com certas e determinadas coisas irritantes de forma brutal, momentânea, irreversível e, claro, imaginativa.
Aqui está.
Acabar com aquela introdução desprovida de qualquer sentido colmatou uma necessidade que sentia. Acabei com ela. Brutal. Momentâneo. Irreversível. Imaginativo? Nem por isso…
Toda esta palhaçada tem uma finalidade. Passo a citar que ainda não a descobri. Tal como ainda não descobri o porquê das casas geminadas.
Vamos na rua.
Hoje? Um terreno vazio. Amanhã? Duas casas. Foleiras. Simétricas. Coladas. Depois? As mesmas casas com o mesmo mau gosto e na mesma com aquela irritante simetria. Mas mais velhas. Tal como a placa de “vende-se”. Num futuro mais distante ainda? Já construíram uma estrada nova. Não preciso de passar naquela. Mas um terreno estará a espera. Do céu irão dizer “Parabéns! Está grávido de gémeos! E com a qualidade da estrutura óssea dos seus rebentos, serão abrigo a gente rude com crianças que guincham. Muito. Ninguém as educa.”
Imagino o fim da fertilização in-vitro em terrenos dominados por construtores civis calvos, de óculos fumados, ultrapassados, de calças cinza que nada querem ter que ver com os sapatos, deixando espaço à visualização da meia. Não esquecendo os suspensórios. O lenço de assoar a ranheta e cuspir o verdete puxado lá do fundo. Ruidosamente. O capacete de verdadeiro líder cumpridor das normas da construção? Consta do modelito. Mas na mão, pois claro.
Propor um referendo? Hmmm… Não me parece. Terminar com esta fantochada de forma brutal, momentânea, irreversível e, claro, imaginativa?
Muito mais apelativo…
Venham daí casas a sério. Com personalidade. Imaginação.
Sou incrivelmente imaginativo. Se não o fosse, nunca pensaria em tal atributo para a minha pessoa. Se não o fosse, nunca conseguiria dizer tamanha graçola. Se não o fosse, nunca teria possibilidades de proferir tamanha parvoíce em três palavras. Se não o fosse, seria impossível dizer a mesma coisa, sem qualquer interesse ou relevância histórica, de três maneiras ridículas. Na verdade, penso frequentemente em como acabar com certas e determinadas coisas irritantes de forma brutal, momentânea, irreversível e, claro, imaginativa.
Aqui está.
Acabar com aquela introdução desprovida de qualquer sentido colmatou uma necessidade que sentia. Acabei com ela. Brutal. Momentâneo. Irreversível. Imaginativo? Nem por isso…
Toda esta palhaçada tem uma finalidade. Passo a citar que ainda não a descobri. Tal como ainda não descobri o porquê das casas geminadas.
Vamos na rua.
Hoje? Um terreno vazio. Amanhã? Duas casas. Foleiras. Simétricas. Coladas. Depois? As mesmas casas com o mesmo mau gosto e na mesma com aquela irritante simetria. Mas mais velhas. Tal como a placa de “vende-se”. Num futuro mais distante ainda? Já construíram uma estrada nova. Não preciso de passar naquela. Mas um terreno estará a espera. Do céu irão dizer “Parabéns! Está grávido de gémeos! E com a qualidade da estrutura óssea dos seus rebentos, serão abrigo a gente rude com crianças que guincham. Muito. Ninguém as educa.”
Imagino o fim da fertilização in-vitro em terrenos dominados por construtores civis calvos, de óculos fumados, ultrapassados, de calças cinza que nada querem ter que ver com os sapatos, deixando espaço à visualização da meia. Não esquecendo os suspensórios. O lenço de assoar a ranheta e cuspir o verdete puxado lá do fundo. Ruidosamente. O capacete de verdadeiro líder cumpridor das normas da construção? Consta do modelito. Mas na mão, pois claro.
Propor um referendo? Hmmm… Não me parece. Terminar com esta fantochada de forma brutal, momentânea, irreversível e, claro, imaginativa?
Muito mais apelativo…
Venham daí casas a sério. Com personalidade. Imaginação.

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