A borracha nas salsichas
Sou selectivo. Talvez por isso a primeira frase, onde por norma me auto caracterizo, tenha demorado tanto a ser elaborada. Talvez. Ou provavelmente foi fruto do cansaço. Se calhar não sou selectivo. Ou então selecciono não pensar mais na possível questão da minha selectividade. E paro. É, sou selectivo. Percorro um caminho de dúbias certezas que me levam e escrever coisas deste quilate artístico impregnado de figuras de estilo e sem qualquer marca de pontuação. Ou então recorro a roulotes de cachorros.
Sem falar do problema que enfrento com frases que se iniciem por ou. Ou de introduções patéticas.
Pergunto eu: O que fazer contra os efeitos da fome às 6 da manhã após uma noite de saudável e animada folia? Comer era uma hipótese. Recorrer a roulotes de cachorros também dá.
Eu, como pessoa selectiva que sou, não tomo a opção mais óbvia e desvalorizada! Conto os trocos antes de partir para a roulote.
Facto de enaltecer é a estratégia de reinserção de jovens assustadores na sociedade. Facto reprovável é fazê-lo em roulotes do submundo. No fundo, nem estão a ser reinseridos na sociedade. Mas o pior é quando damos por isso às 6 da manhã. Com fome. Cansados. Contando os trocos. Eles observando o nosso comportamento estranho antes de estabelecermos contacto. Ainda com os ouvidos a funcionar mal. Agora com os olhos bem abertos após o choque com aquela cara feia.
De olhos bem abertos me encontrava quando subitamente os semicerrei. Uma luva de borracha? Deveras! Volto a abrir os olhos de espanto. Uma luva de borracha na mão do jovem assustador que me está a preparar um cachorro que desconheço estar dentro do prazo de validade embora isso nao me afecte ja que estou mesmo com fome? Pois concerteza! Mais uma frase sem marcas de pontuação? É meu apanágio! E a palavra apanágio? Aprendi com anos de comentários por banda de Gabriel Alves.
Será este novo e passageiro facto uma nota importante na evolução da higiene das roulotes? Ou nas vendas de luvas de borracha? Determinante para que estas roulotes passem a integrar o grupo da alimentação? Nem por isso.
A higiene, essa, fica-se pelo momento em que a luva sai da caixa. A partir daí ficará posta até ao final da noite. Apenas a mão com luva toca no cachorro! E no rádio. E no dinheiro. E no nariz. E no balcão. E no suor da testa. Não que se trabalhe muito. Mas apanhar com bafo de cachorro e com luzes de halogéneo faz suar. Diz que sim.
Por isto, saúdo a entrada da luva de borracha no negócio das salsichas! Mas em quantidades. Sou selectivo. Prefiro a higiene, vá lá.
Sem falar do problema que enfrento com frases que se iniciem por ou. Ou de introduções patéticas.
Pergunto eu: O que fazer contra os efeitos da fome às 6 da manhã após uma noite de saudável e animada folia? Comer era uma hipótese. Recorrer a roulotes de cachorros também dá.
Eu, como pessoa selectiva que sou, não tomo a opção mais óbvia e desvalorizada! Conto os trocos antes de partir para a roulote.
Facto de enaltecer é a estratégia de reinserção de jovens assustadores na sociedade. Facto reprovável é fazê-lo em roulotes do submundo. No fundo, nem estão a ser reinseridos na sociedade. Mas o pior é quando damos por isso às 6 da manhã. Com fome. Cansados. Contando os trocos. Eles observando o nosso comportamento estranho antes de estabelecermos contacto. Ainda com os ouvidos a funcionar mal. Agora com os olhos bem abertos após o choque com aquela cara feia.
De olhos bem abertos me encontrava quando subitamente os semicerrei. Uma luva de borracha? Deveras! Volto a abrir os olhos de espanto. Uma luva de borracha na mão do jovem assustador que me está a preparar um cachorro que desconheço estar dentro do prazo de validade embora isso nao me afecte ja que estou mesmo com fome? Pois concerteza! Mais uma frase sem marcas de pontuação? É meu apanágio! E a palavra apanágio? Aprendi com anos de comentários por banda de Gabriel Alves.
Será este novo e passageiro facto uma nota importante na evolução da higiene das roulotes? Ou nas vendas de luvas de borracha? Determinante para que estas roulotes passem a integrar o grupo da alimentação? Nem por isso.
A higiene, essa, fica-se pelo momento em que a luva sai da caixa. A partir daí ficará posta até ao final da noite. Apenas a mão com luva toca no cachorro! E no rádio. E no dinheiro. E no nariz. E no balcão. E no suor da testa. Não que se trabalhe muito. Mas apanhar com bafo de cachorro e com luzes de halogéneo faz suar. Diz que sim.
Por isto, saúdo a entrada da luva de borracha no negócio das salsichas! Mas em quantidades. Sou selectivo. Prefiro a higiene, vá lá.

Sem comentários:
Enviar um comentário